Introdução 

Infecções gerais:  
 sepsis (infecção do sangue)  
 malária  
 gripe 

Infecções no sistema nervoso: 
 meningite 

Infecções nas vias respiratórias:  
 constipações  
 inflamação da garganta  
 sinusite e infecção nos ouvidos  
 bronquite e pneumonia 

Infecções no estômago e intestinos: 
 infecções agudas do estômago e intestinos  
 cólera  
 tifóide  
 desenteria  
 apendicite  
 diarreia provocada por antibióticos

 Infecções na uretra, bexiga e rins: 
 uretrite aguda  
 cistite aguda  
 pielonefrite aguda 

Infecções no baixo abdómen na mulher: 
 monília vaginal  
 infecção vaginal não específica  
 infecção pélvica aguda 

Infecções da pele: 
 erysipela  
 abcessos 

Outras infecções: 
 HIV (Sida)  
 hepatite A  
 hepatite B 
 

 

 

 


Doenças infecciosas

Deve-se ter muito cuidado com as doenças infecciosas. Este cuidado é importante para que se possam evitar epidemias. Lave as suas mãos antes e depois do contacto com o paciente. Restrinja ao máximo o número de pessoas que entram em contacto com pacientes portadores de doenças muito graves, como seja a meningite. As casas de banho e os lençóis da cama de pacientes portadores de diarreias infecciosas, devem ser muito bem lavados. Quando tiver que haver, ou houver o risco, de contactos directos com materiais infecciosos, deve usar sempre umas luvas de látex.


Sepsis (infecções do sangue)

A sepsis é uma infecção que pode ser mortal. É uma situação em que uma grande quantidade de bactérias entrou no sangue. A infecção começa quase sempre num outro ponto do corpo. A primeira infecção pode ser, por exemplo, na raiz de uma unha, num abcesso, numa ferida, uretrite, pneumonia ou meningite. Isto é, a infecção começou localmente e espalhou-se pelo corpo.

Como regra, as bactérias invadem o sangue em ondas. O estado do paciente varia, por isso, de acordo com o melhoramento ou deterioração da invasão.

Esta doença pode ser confundida com a malária, devido às variações da febre. À parte disto, existem muitas possibilidades de confusão, dependendo do ponto inicial da infecção.

Sintomas

Durante os ataques, o paciente fica muito doente com arrepios e febre crescente. A febre pode chegar até aos 40ºC e pode variar muito durante as 24 horas do dia. A consciência pode ficar afectada. A respiração e a pulsação são rápidas. A pressão sanguínea pode descer e o paciente pode ficar em choque.

Observações

O paciente deve ser mantido sobre uma constante vigilância. A febre, o nível de consciência, o ritmo de respiração, a pulsação e a pressão sanguínea devem ser verificadas várias vezes por dia. Deve ser efectuado um balanço entre a urina e os fluidos ingeridos.

Tratamento

O tratamento e a observação devem ser efectuadas em colaboração com o médico.

Ao paciente deve ser dada, através de drip, uma solução isotónica de cloreto de sódio. Faça com que seja dada uma quantidade de líquidos que permita ter 2 litros de urina por dia. Os antibióticos são dados, de preferência, intravenosamente, ou não sendo possível, intramuscularmente.

Prognóstico

Mesmo com tratamento hospitalar, a taxa de mortalidade é elevada.



Malária

A malária é provocada por plasmídeos que infectam as pessoas através de picadas de mosquitos. Existem diferentes tipos de plasmídeos, dos quais três provocam a malária benigna e os restantes a malária maligna. Os termos benignos e malignos indicam a gravidade da doença.

A resistência das bactérias é o principal problema. Hoje em dia, os plasmídeos são conhecidos com multi-resistentes. O tratamento para estes casos são especialmente difíceis e longos.

O intervalo de tempo entre o ser infectado e o aparecimento dos sintomas varia muito. O tempo mais curto é de 11 a 12 dias, mas a doença também só poderá aparecer muitos anos mais tarde.

Sintomas

A doença quase sempre começa com arrepios, febres altas e muitas vezes assemelha-se a uma gripe. No decurso de algumas horas a febre atinge os 40ºC e pode permanecer assim por muito tempo.

O paciente pode ter dores de cabeça, ter os músculos doridos, náuseas, vómitos, dores no estômago e diarreia. O cérebro pode ser afectado e o paciente pode ficar confuso e com convulsões.

Normalmente, a doença tanto evolui por fases, tanto com avanços como com recuos no estado geral do paciente. As crises são caracterizados por alterações na febre, alterações essas que ocorrem no decurso de alguns dias. No inicio a febre pode ir aos 40º-41ºC, e este aumento pode ser acompanhado por arrepios, dores nos músculos e indisposição. Durante as horas seguintes, a febre mantém-se alta e o paciente fica letárgico, corado, com sede e com dores de cabeça. Durante as horas que se seguem a febre baixa até aos 37ºC-38ºC, sendo esta queda de temperatura acompanhada por suores intensos e cansaço. Muitas vezes o paciente cai num sono profundo. Depois de uma pausa de 1 ou 2 dias, ocorre o próximo ataque.

Observações

O paciente deve ser mantido sobre vigilância. Os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação e pressão sanguínea deverão ser verificados várias vezes por dia. Deve, também, fazer o balanço entre a urina produzida e os líquidos ingeridos.

Nos casos mais graves, uma grande número de glóbulos vermelhos acabam por morrer, podendo, por isso, a urina ter uma cor escura e a pele ficar amarela.

Em casos de malária maligna, existe o risco de edema pulmonar.

Tratamento

O tratamento e a observação deverão ser feitos em colaboração com o médico.

O paciente deverá ser tratado, através de drip, com solução isotónica de cloreto de sódio. A quantidade deverá ser acordada com o médico.

Prognóstico

O prognóstico será bom se a doença for tratada correctamente e prontamente. A malária maligna não tratada conduz a uma taxa de mortalidade muito elevada. Finalmente, deve ter em atenção que um paciente que sofra de malária corre um grande risco de apanhar outras infecções, por exemplo pneumonia.

Prevenção

A prevenção consiste em evitar picadas de mosquitos, usando para isso repelentes de mosquitos, dormir por baixo de uma rede de protecção contra mosquitos e o mais tapado possível.

A medicina preventiva dá um grande grau de protecção. Os tripulantes deverão começar a tomar medicamentos preventivos uma semana antes da chegada e continuar a tomar durante as quatro semanas posteriores à partida.



Gripe

A gripe é provocada por um vírus e na realidade não é uma doença sempre com os mesmos sintomas. O vírus ataca as células da boca, nariz e vias respiratórias. As células atacadas morrem e os seus restos dão origem aos sintomas.

Por regra, as pessoas que já estiveram expostas ao vírus estarão parcial ou totalmente imunes. No entanto o vírus pode alterar as características da sua superfície fazendo com que os glóbulos brancos, no decorrer de uns anos, os vejam como novos vírus.

O vírus é altamente contagioso e pode espalhar-se através de gotículas no ar, as quais são inaladas. A doença, muitas vezes aparece como epidemia, a qual se espalha pelo planeta muito rapidamente. O período de incubação da doença varia entre 24 a 48 horas.

É possível fazer a vacinação contra a gripe. Normalmente, só as pessoas mais fracas é que correm riscos, sendo por isso a essas que se deverá dar a vacina. Esta vacinação deverá ser sempre efectuada antes do aparecimento de uma nova epidemia.

Sintomas

Os sintomas podem ser confundidos com a malária. A doença aparece muito repentinamente com arrepios, febres altas (39º-40º), dores passageiras ao longo do corpo, dores com o movimento dos olhos, rouquidão e tosse seca. As mucosas das vias respiratórias ficam vermelhas claras e secas no inicio. Mais tarde aparecem secreções (ranho).

Depois de dois a três dias, a febre baixa para o normal e o paciente volta a sentir-se melhor.

Observações

O paciente deve ser observado em intervalos regulares. Os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação, pressão sanguínea e o estado geral deverão ser observados regularmente.

Devem ser dados muitos líquidos ao paciente, de preferência bebidas doces. Em pacientes muito doentes, assegure-se que por dia deverão ser produzidos dois litros de urina.

Se a doença continuar com febre durante mais de uma semana, é porque surgiram complicações na forma de infecções. As infecções bacteriológicas mais comuns são nas vias aéreas, nos ouvidos, na garganta, nas vias respiratórias ou nos tecidos pulmonares.

Tratamento

A gripe é tratada com repouso na cama e com bons cuidados, com muitos fluidos e nutrientes.

O risco de complicações é maior se o paciente não permanecer na cama. No caso de complicações consulte o médico.

Prognóstico

Normalmente só as pessoas enfraquecidas é que correm riscos, a menos que ocorram complicações.



Meningite

Infecções no cérebro e nas membranas cerebrais são raras. A doença pode ser causada por um vírus ou por uma bactéria, e muito raramente por um fungo ou protozoários. Normalmente a doença infecta o cérebro a partir do sangue, ou através da mucosa nasal, ou a partir de fracturas no crânio.

A meningite provocada pela bactéria menigococcus é a mais comum, atingindo principalmente crianças e adolescentes. A doença desenvolve-se muito rapidamente e é extremamente perigosa se não for tratada de imediato. Pessoas saudáveis que se encontrem num barco e na presença de um caso de meningite, têm 400 vezes mais possibilidades de apanharem a doença. O período de incubação da doença varia entre 24 a 48 horas.

Outros tipos de meningites bacterianas entre os adultos são na maior parte devidas a infecções nas vias aéreas, ouvidos e fracturas no crânio.

Sintomas

A meningite normalmente manifesta-se como uma constipação, com dores de garganta e alguma febre, a qual pode durar alguns dias.

No decurso de algumas horas, a doença desenvolve-se para um estado que pode por em perigo de vida o paciente. A febre sobe até aos 39º-41ºC.

Os sintomas que evidenciam que o cérebro está afectado são: dores de cabeça intensas com hipersensibilidade ao som, luz e ao toque, náuseas, vómitos, dores no pescoço, estado geral muito afectado e o estado da consciência. Poderão ocorrer convulsões.

Os vasos sanguíneos estão danificados, que podem ser vistos com sinais de sangue, ou numa degradação maior com zonas vermelhas escuras na pele e nas membranas mucosas.

Observações

O paciente deve ser mantido sob uma vigilância constante. Os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação, pressão sanguínea e o estado geral deverão ser observados regularmente. Deve, também, fazer o balanço entre a urina produzida e os líquidos ingeridos.

Tratamento

O tratamento e a observação devem ser efectuadas em colaboração com o médico.

Ao paciente deve ser dada, através de drip, uma solução isotónica de cloreto de sódio. Faça com que seja dada uma quantidade de líquidos que permita ter 2 litros de urina por dia. Os antibióticos devem ser dados em grandes quantidades, e de preferência, intravenosamente, ou não sendo possível, intramuscularmente.

Deve, também, ser acordada com o médico, qual a quantidade de antibióticos que deverá ser dada à tripulação.

Prognóstico

A taxa de sobrevivência para a meningite provocada pela bactéria meningococcus é de cerca de 95% se forem feitos os tratamentos correctamente e rapidamente. Com tratamento deficiente, a taxa de mortalidade é de 100%.

Nas outras meningites bacterianas, a taxa de mortalidade com o tratamento rápido e correcto é de 10% a 30%.



Constipações

Uma constipação é uma infecção nas membranas nasais. A infecção das membranas no nariz e nas passagens do nariz para o ouvido e para a cavidade nasal, reduzem a drenagem destas cavidades.

Uma constipação é a doença mais comum. A causa das constipações é muitas vezes um vírus, existindo várias centenas de tipos diferentes. É impossível efectuar uma vacinação contra a constipação.

A infecção tem muitas vezes origem no nariz, através dos dedos, ou a partir de espirros de outras pessoas infectadas.

É muito rara uma constipação provocada por bactérias, a qual pode ser perigosa. Sem recorrer a um laboratório, é impossível distinguir uma constipação provocada por um vírus de uma provocada por uma bactéria.

O período de incubação varia de um a três dias.

Sintomas

A doença começa com o nariz a ficar firme, cansaço, pequena dor de cabeça e possivelmente com os ouvidos tapados. Mais tarde aparecem espirros e expectoração no nariz. A expectoração vai-se tornando mais pegajosa e espessa. Normalmente não há febre, mas se houver pode chegar aos 38ºC. A doença dura alguns dias, mas em casos mais graves pode durar umas duas semanas.

Observações

Se o estado geral não estiver muito debilitado, não é necessária mais nenhuma observação.

Tratamento

Normalmente existe só um pequeno desconforto, o qual pode ser tratado com comprimidos de paracetamol 1g quatro vezes por dia. A dureza no nariz e os ouvidos tapados podem ser tratados com gotas nasais.

Raramente existe necessidade de fazer tratamentos com antibióticos.

Prognósticos

Existe, raramente, um risco de uma infecção secundária por bactérias, mas a constipação pode transformar-se em sinusite ou numa inflamação nos ouvidos. Quando a doença se tornar persistente ou os sintomas piorarem, contacte o médico.



Inflamação da garganta

Com inflamações na garganta, existem inflamações na boca, amígdalas e garganta. A causa da inflamação da garganta é, frequentemente, um vírus. Existem muitos vírus que podem causar esta doença. Muito raramente será uma bactéria (mais frequentemente o streptococcus).

Sem recorrer a um laboratório, é difícil fazer a distinção entre uma infecção viral e uma bacteriana. No entanto, uma infecção bacteriana pode ser identificada por durar mais, ser mais dolorosa e provocar febres elevadas. A inflamação, muitas vezes, é espalhada do nariz para objectos, através dos dedos. Outras pessoas que toquem nesses objectos ficam contaminadas. Os espirros também são uma forma de espalhar a doença. O período de incubação dura entre dois a quatro dias.

Sintomas

Existem tipicamente dores fortes na garganta, que pioram quando se engole. A febre sobe até aos 39º-40ºC, com dores de cabeça e um desconforto generalizado. As membranas mucosas da boca e garganta tornam-se vermelho claro, aparecem as amígdalas e uma cobertura branca e amarela sobre estas e sobre a língua. Os glândulas linfonódulos por baixo do maxilar e ao longo do músculo do pescoço incham e ficam doridas.

Normalmente, o estado geral encontra-se de alguma forma afectado. O estado é doloroso durante três ou quatro dias, e a febre desaparece depois de cinco a seis dias.

Observações

Verifique a febre e o estado geral várias vezes por dia. Se a situação não melhorar, consulte o médico.

Tratamento

Dê fluidos e nutriente da forma que forem necessários. Dê comprimidos de paracetamol 1 g, até quatro vezes por dia, para aliviar as dores e a febre.

A possibilidade de tratamento com antibióticos de ser discutida com o médico.

Prognóstico

As infecções bacterianas podem originar complicações, sendo as mais comuns: abcessos na garganta, inflamação nos ouvidos ou sinusite.

Com abcessos na garganta existe uma febre permanente e dificuldade em engolir. O abcesso encontra-se, normalmente, num dos lados, por trás e perto de uma das amígdalas, podendo ser vista a amígdala empurrada para a frente e a úvula para o outro lado. O tratamento de complicações deve ser discutido com o médico.



Sinusite e infecção nos ouvidos

A partir do nariz, existem pequenas passagens, revestidas com membranas mucosas, que se dirigem a cavidades no crânio, tais como às cavidades nasais, às cavidades nos maxilares, aos ouvidos, etc. Normalmente, a drenagem e a equalização de pressão entra as cavidades e o nariz é efectuada. Com infecções nas passagens, as membranas incham e tapam essas passagens com muco. A drenagem e a equalização da pressão deixam de se fazer e as secreções acumulam-se nas cavidades. Desta forma existem condições ideais para os micro-organismos se multiplicarem nas cavidades, nomeadamente calor, húmidade e nutrientes. A infecção nas cavidades e nos ouvidos ocorrem, frequentemente, como o resultado de uma outra infecção, tal como uma constipação, gripe ou inflamação da garganta. As infecções tanto podem ser causadas por vírus como por bactérias.

Sintomas

O sintoma principal é a dor. Com a sinusite, a dor localiza-se na testa e é agravada quando a cabeça se inclina para a frente ou quando a cavidade é tapada com um dedo.

Com infecções no ouvido, existe dor e pressão no interior do ouvido. A audição é afectada, devido ao aumento da pressão por trás do tímpano. O tímpano pode ser distendido até rebentar, depois do que a dor desaparece e sai pus do ouvido.

Observações

Normalmente, não é necessária uma observação especial. Deve no entanto verificar o estado geral e a febre. Se o estado não melhorar, ou se o paciente estiver profundamente afectado, deverá consultar o médico.

Existe uma complicação rara mas perigosa, que é a possibilidade da infecção alastrar ao cérebro ou às membranas do cérebro.

Tratamento

O tratamento principal, é assegurar a drenagem das cavidades para o nariz. Isto é efectuado recorrendo à administração no nariz de gotas de xylometazoline. As dores podem ser tratadas com comprimidos de paracetamol 1g até quatro por dia.

O tratamento com antibióticos raramente é necessário e deve ser feito em colaboração com o médico.



Bronquite e pneumonia

Com a bronquite existe uma infecção nas vias respiratórias, enquanto que com a pneumonia a infecção é nos tecidos pulmonares. É difícil distinguir estas duas doenças. Ambas podem ser causadas por vírus, bactérias ou por as duas coisas ao mesmo tempo, e poderá haver uma transição gradual de uma doença para a outra.

Sintomas

Em ambas as doenças pode haver febre, tosse e possivelmente dificuldades respiratórias. Com a bronquite, raramente o paciente fica muito doente e a respiração não é especialmente afectada. Com pneumonia, o paciente fica mais doente, a febre é mais alta e a respiração fica afectada.

A bronquite aguda inicia-se, geralmente, com um desconforto geral, dores de cabeça, nariz aguado e irritação na garganta. Mais tarde aparece uma tosse seca, rouquidão e dores por trás do esterno. A febre sobe até aos 38ºC. A tosse seca é acompanhada de expectoração pegajosa, que mais tarde se torna mais aguada.

Se a febre sobe, a respiração torna-se mais difícil e o estado geral é afectado. Provavelmente a doença alastrou até aos tecidos pulmonares.

A pneumonia inicia-se da mesma forma que a bronquite, muitas vezes com sintomas de constipação. Depois de alguns dias, ocorrem de repente arrepios e a febre sobe aos 40ºC. Existe muitas vezes dor no lado afectado do peito, porque as "membranas inflamadas" do pulmão roçam uma na outra. A dor é por isso agravada com respirações profundas. Existe um tossir violento com expectoração, a qual é frequentemente castanha ou misturada com sangue. A respiração é muito rápida e superficial, em parte devido à febre, mas acima de tudo por causa da infecção nos "tecidos pulmonares". O ritmo de respiração passa assim de 15 por minuto para cerca de 40 por minuto. Os lábios podem ficar azulados devido à falta de oxigénio.

Com a pneumonia provocada pela Legionella, além das dificuldades de respiração o paciente fica confuso, o estado geral é pior, a tosse é seca e pode ocorrer uma diarreia forte.

Observações

Pacientes muito doentes devem ser mantidos sob uma vigilância constante.

Os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação e pressão sanguínea deverão ser verificados várias vezes por dia. Deve, também, fazer o balanço entre a urina produzida e os líquidos ingeridos.

Tratamento

O tratamento e a observação devem ser efectuadas em colaboração com o médico.

Ao paciente que se encontre num estado grave, deve ser dada, através de drip, uma solução isotónica de cloreto de sódio. Faça com que seja dada uma quantidade de líquidos que permita ter 2 litros de urina por dia.

Os antibióticos devem ser dados em grandes quantidades, e de preferência, intravenosamente, ou não sendo possível, intramuscularmente.

Prognósticos

Com um tratamento correcto e na maioria dos pacientes, a febre diminuirá no decurso de um a três dias. Ao mesmo tempo o estado geral, a respiração e a tosse melhorarão.

Com pneumonia e com um tratamento rápido e correcto, a taxa de sobrevivência é quase 100%. Com tratamento deficiente, a taxa de mortalidade situa-se entre os 20% e os 30%.



Infecções agudas do estômago e intestinos

As infecções agudas no estômago e intestinos são transmitidas para as pessoas e animais através de água ou alimentos contaminados. A doença poder ser provocada por vários tipos de micro-organismos, tais como vírus e bactérias.

Os principais sintomas são os efeitos que a doença provoca no aparelho digestivo, que poderão ser, por exemplo vómitos e/ou diarreia. Estes sintomas podem ser causados por três situações diferentes:

  1. Micro-organismos mortos nos alimentos, mas que no entanto deixaram substâncias venenosas para os intestinos.
  2. Micro-organismos vivos que libertam substâncias venenosas nos intestinos.
  3. Micro-organismos vivos e maléficos que se desenvolvem e multiplicam nos intestinos.

Para os diversos tipos de doenças, existem diferentes durações de incubação. Uma doença intestinal que seja provocada por um vírus, demora entre um a três dias. O período de incubação para uma bactéria pode ser de semanas.

A duração da doença em casos normais é de alguns dias, mas num caso mais grave pode durar semanas.

As doenças intestinais têm diferentes graus de gravidade, em parte devido à localização da doença nos tecidos intestinais e por outro lado devido à possibilidade da infecção poder afectar o sangue e outros órgãos.

Sintomas

As doenças intestinais podem aparecer repentinamente ou gradualmente. Podem existir náuseas, vómitos e/ou diarreia. Em casos normais, os vómitos desaparecerão no espaço de 1 a 1 ½ dia, enquanto a diarreia poderá continuar por mais uns dias.

A frequência da diarreia pode variar desde algumas vezes por dia em casos normais, até 30 vezes por dia em casos mais graves.

Em casos normais, as fezes têm uma cor acastanhada, mas em situações mais graves podem ser aguadas e conter sangue.

A diarreia é muitas vezes acompanhada por dores e distensões no estômago. Ocorrem muitas vezes ataques de cólicas.

A febre varia desde o normal até 38º-40ºC.

Observação

Considere sempre a possibilidade de apendicite e desenteria.

Em casos mais graves, verifique os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação e pressão sanguínea várias vezes por dia. Deverá registar o número de vezes que o paciente defeca e a aparência das fezes. Verifique o balanço de fluidos registando os que dá e a quantidade de urina que é produzida.

Tratamento

Consulte o médico em casos mais graves.

O grande problema com a diarreia intensa é a perda de fluidos e sal. Se o paciente puder beber, dê-lhe pó de re-hidratação(Revolyt) misturado em água fervida fria. O Revolyt contém todos os sais essenciais. Se o paciente não conseguir beber o necessário para produzir dois litros de urina por dia, complemente através de drip com uma solução de água e sal.

O tratamento com antibióticos raramente é necessário. O uso de medicamentos que parem a diarreia (paralisem parcialmente os intestinos) só deverão ser dados como último recurso.

Prognóstico

A maior parte dos casos melhoram numa semana sem deixarem qualquer sintoma. A maior parte das complicações resultam de quantidades de fluidos e sal insuficientes, o que poderá levar a um choque. Em casos muito raros, uma doença intestinal pode transformar-se numa doença crónica com sepsis.



Cólera

A cólera é provocada por bactérias, das quais existem muitas diferentes. É normalmente uma doença dos países pobres, pois a pouca higiene cria o ambiente ideal para o desenvolvimento das bactérias. A doença espalha-se através da água e alimentos que são contaminados com fezes. A bactéria tem dificuldade em passar pelos ácidos do estômago, portanto a condição necessária para a doença é que exista uma grande quantidade de bactérias. O período que vai desde a infecção até ao aparecimento da doença vai de dois a quatro dias.

Observações

Verifique os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação e pressão sanguínea várias vezes por dia. Deverá registar o número de vezes que o paciente defeca e a aparência das fezes. Verifique o balanço de fluidos registando os que dá e a quantidade de urina que é produzida.

Tratamento

A observação e o tratamento deverão ser efectuados em colaboração com o médico.

As perdas de fluidos e sais são consideráveis e deverão por isso ser repostos. Deve ser preparado um drip e a infusão dada. Se for possível, dê pó de re-hidratação (Revolt). O tratamento com antibióticos pode diminuir a duração da doença.

Prognóstico

Se os fluidos perdidos forem mais de 5-10 litros por dia, e não forem repostos, pode ocorrer a morte em menos de 24 horas. Quando os sais e os fluidos são repostos a mortalidade é baixa.



Tifóide

A tifóide é provocada pela bactéria salmonella. A infecção espalha-se através de água e alimentos contaminados. O período de incubação encontra-se entre 10 a 20 dias.

Sintomas

A doença aparece como uma sepsis, sendo muitas vezes tratada como tal. Só umas semanas mais tarde aparece a diarreia.



Disenteria

A desenteria é provocada tanto por bactérias, das quais existem muitos tipos, como pela amoeba. A doença encontra-se por todo o planeta e é altamente contagiosa. Ela espalha-se através da água e alimentos, que são contaminados com fezes, e em contactos directos com objectos que foram tocados por pessoas infectadas.

Sintomas

A desenteria bacteriana inicia-se com febres altas, por volta dos 39º-40ºC. Algumas horas depois, aparecem dores fortes no estômago seguidas de diarreia. A frequência da diarreia é elevada, até 30 a 40 vezes por dia, e com sangue.

A desenteria amebiana começa mais lentamente, sem febre mas com diarreia sangrenta, a qual é mais abundante e aquosa. A frequência chega até 10 vezes por dia, mas a doença pode parecer-se com a desenteria bacteriana.

Observações

Verifique os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação e pressão sanguínea várias vezes por dia. Deverá registar o número de vezes que o paciente defeca e a aparência das fezes. Verifique o balanço de fluidos registando os que dá e a quantidade de urina que é produzida.

Tratamento

A observação e o tratamento deverão ser efectuados em colaboração com o médico.

As perdas de fluidos e sais são consideráveis e deverão por isso ser repostos. Deve ser preparado um drip e a infusão dada. Se for possível, dê sais de re-hidratação. O tratamento com antibióticos pode diminuir a duração da doença.

Em colaboração com o médico, comece imediatamente o tratamento com antibióticos se a diarreia com sangue for acompanhada de febres altas.

Prognóstico

Sem tratamento, a mortalidade nos casos graves de desenteria bacteriana é de 30% a 50%.



Apendicite

A apendicite aguda é a inflamação do apêndice o qual se encontra na transição entre o intestino grosso e o delgado, no lado inferior direito do abdómen. A infecção é normalmente causada por bactérias que se encontram nos intestinos.

Sintomas

A doença é muitas vezes precedida por uma outra infecção, por exemplo no estômago.

Em 75% dos pacientes, a doença começa com dores na zona em volta do umbigo, ou entre o umbigo e as costelas inferiores. A dor é constante, mas pode por vezes aparecer como cólicas.

Em 80% dos pacientes, existem náuseas, e em 50% um ou dois vómitos.

A doença começa habitualmente com febre. Em 50% dos casos existe uma pequena subida da febre para os 37.6º-38.5ºC.

- Ponto de McBurney

Depois de algumas horas, a dor desloca-se para o lado inferior direito do abdómen e é agravada com a tosse. Em 50% dos pacientes, o ponto mais dolorido é o McBurney's point, o qual se localiza sensivelmente a meia distância entre o osso ilíaco e o umbigo.

Observações

A dor no lado inferior direito do abdómen é o melhor sinal de apendicite. Examine o abdómen à procura de sensibilidade directa e indirecta.

Verifique os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação e pressão sanguínea várias vezes por dia. Deverá registar o número de vezes que o paciente defeca e a aparência das fezes. Verifique o balanço de fluidos registando os que dá e a quantidade de urina que é produzida.

Tratamento

A observação e o tratamento deverão ser efectuados em colaboração com o médico.

Deve ser dada ao paciente, através de drip, uma solução isotónica de cloreto de sódio. Faça com que seja dada uma quantidade de líquidos que permita produzir 2 litros de urina por dia.

Uma vez que o tratamento cirúrgico a bordo não é possível, dê antibióticos em grandes doses, intravenosamente ou, em alternativa, intramuscularmente.

O paciente tem que ser evacuado.

Prognóstico

O prognóstico é difícil de fazer. A infecção, em 50% dos casos, só desaparece depois de uma intervenção cirúrgica. No entanto, os riscos de complicações são tão grandes, que só a existência de suspeita de apendicite será o suficiente para iniciar os tratamentos imediatamente.



Diarreia provocada por antibióticos

Antibióticos de espectro largo matam e alteram os microorganismos intestinais. Por isso, é muito frequente aparecerem fezes aguadas como efeitos secundários de antibióticos.

Os antibióticos de espectro largo podem desta forma encorajar o desenvolvimento de tipos especiais de bactérias (Clostridium difficile), as quais são resistentes a estes antibióticos e que produzem um veneno que provoca feridas nas paredes dos intestinos, principalmente no intestino grosso.

O paciente que está ou estive a ser tratado com antibióticos de espectro largo encontra-se muito vulnerável.

Sintomas

Os sintomas vão desde uma pequena diarreia a uma grave diarreia com sangue.

Tratamento

Peça conselho ao médico. Normalmente o estado do paciente melhora se for parado o tratamento com os antibióticos, ou então se forem mudados os antibióticos.

Prognóstico

O prognóstico depende da gravidade da doença que está a ser combatida, a qual pode piorar devido a esta complicação.



Uretrite aguda

A uretrite aguda é normalmente causada ou pela bactéria da gonorreia ou pela chlamydia e é, neste último caso, transmitida através do contacto sexual. A uretrite pode também aparecer depois de se ter esvaziado a bexiga com um cateter.

Sintomas

Os principais sintomas são picadas dolorosas durante a passagem da urina, uma sensação de necessidade de urinar e uma descarga amarelada da uretra. Por vezes podem ocorrer sinais de cistite.

Tratamento

A observação e o tratamento deverão ser efectuados em colaboração com o médico.

Prognóstico

O paciente deve consultar um médico depois do tratamento. O paciente deverá reduzir os riscos de ficar contaminado com o vírus HIV.



Cistite aguda

A infecção da bexiga é muitas vezes provocada por uma bactéria proveniente do exterior, que sobe pela uretra até à bexiga. A infecção é combatida em parte com a expulsão da urina, que expulsa também a bactéria, e em parte por substâncias presentes na urina e na bexiga que são maléficas para a bactéria.

Na mulher, a cistite aguda é relativamente muito comum, provavelmente por causa da uretra mais curta. A infecção é quase sempre provocada por uma bactéria proveniente do intestino.

No homem, a cistite aguda é uma infecção rara, a qual deverá ser examinada por um médico para excluir a possibilidade de existência de uma outra complicação, por exemplo um aumento da próstata.

Depois de esvaziar a bexiga com um cateter, ou depois de uma outra qualquer intervenção na bexiga, existe sempre um risco acrescido de cistite.

Sintomas

A urina pode cheirar mal. Existe dor por cima do osso púbico, e frequentemente, o urinar é doloroso e com a sensação que não se consegue esvaziar a bexiga.

Observações

Na mulher é importante excluir a hipótese de uma gravidez ectópica. Isto pode ser feito fazendo um questionário à paciente e fazendo um teste de gravidez à urina.

Outros tipos de teste à urina podem revelar a presença de uma infecção bacteriana. As fitas de teste detectam em parte a presença de glóbulos brancos (teste aos leucócitos) e em parte a presença de nitritos, os quais são produzidos por certas bactérias. O teste de nitritos não é fiável, pois em 30% dos casos não revela a infecção.

Tratamento

A observação e o tratamento devem ser efectuados em colaboração com o médico.

Deixe o paciente beber o que ele quiser, para que a uretra possa ser molhada intensamente.

Prognóstico

A cistite na mulher normalmente não tem complicações quando tratada com antibióticos. Existe um pequeno risco de pielonefrite, independentemente do sexo.



Pielonefrite aguda

A inflamação dos tecidos dos rins é rara, e muitas vezes resulta de um alastramento de uma cistite, e mais raramente como o resultado de uma infecção do sangue por bactérias.

Sintomas

O paciente fica extremamente doente, com arrepios e febre (39º-40ºC). Existem normalmente náuseas, vómitos, dores abdominais, dores nas costas, dores na zona púbica e frequentemente existe uma grande dificuldade em urinar, com dores e com a sensação de que não se conseguiu esvaziar a bexiga. A dor nas costas está localizada no lado do rim infectado.

Observações

Os níveis de febre, consciência, respiração, pulsação e pressão sanguínea deverão ser verificados várias vezes por dia.

Verifique a urina da mesma forma que foi descrita para a cistite.

Verifique o balanço de fluidos registando os que dá e a quantidade de urina que é produzida.

Tratamento

A observação e o tratamento devem ser efectuados em colaboração com o médico.

Deixe o paciente beber o que ele quiser, para que a uretra possa ser molhada intensamente.

Prognóstico

Com um tratamento correcto, a taxa de mortalidade é quase zero.



Monília vaginal

A monília vaginal é uma infecção comum nas mulheres adultas. Os fungos vivem em simbiose com a bactéria lacto-ácida na vagina e são por isso uma parte natural da flora vaginal.

O tratamento de outras infecções - por exemplo infecção na garganta - com antibióticos de espectro largo, é uma causa comum para provocar um excesso de fungos, pois a bactéria lacto-ácida é morta e os fungos são deixados sem competição. As variações hormonais podem também dar origem a um excesso de fungos.

Sintomas

Comichão e descargas de líquidos brancos e ardentes da vagina.

Tratamento

A maior parte das mulheres adultas já conhecem os sintomas e sabem fazer o diagnóstico. Escolha os antibióticos em colaboração com o médico.



Infecção vaginal não específica

Infecções com Trichonomas, que é um protozoário, causam normalmente uma descarga de um líquido amarelado e espumoso. A infecção é transmitida durante contactos sexuais, portanto o parceiro também terá que ser tratado.

Sintomas

Descargas de líquidos amarelados e espumosos, muitas vezes com uma irritação dos lábios vaginais. Pode também haver sinais de cistites.

Tratamento

A maior parte das mulheres adultas já conhecem os sintomas e sabem fazer o diagnóstico. Escolha os antibióticos em colaboração com o médico.



Infecção pélvica aguda

Uma inflamação no baixo abdómen é provocada por um alastramento de uma infecção vaginal, que se transmite através da uretra e que chega às trompas de falópio e ovários. Normalmente, o colo do útero forma uma barreira efectiva contra infecções, mas durante a menstruação, o parto e operações cirúrgicas, os microorganismos podem passar.

A maioria das infecções são provocadas pela bactéria chlamydia, mas também pode ser causada pela bactéria da gonorreia ou ainda por outros tipos pertencentes à flora intestinal.

Sintomas

O ovário direito encontra-se próximo do apêndice, por isso existe um grave risco de cometer um erro diagnóstico.

O estado actual é normalmente precedido por sintomas de infecções na vagina e/ou na uretra.

Existem dores na parte inferior do abdómen, tanto no lado direito como no esquerdo, ou como é habitual em ambos os lados. Pode também existir dor sob o osso púbico e dificuldades em urinar, devido à inflamação da bexiga.

Da vagina, poderá haver hemorragias pontuais, as quais não são tão intensas ou constantes como na menstruação.

A paciente tem febre entre os 39º e os 40ºC.

Observações

É vital excluir a possibilidade de uma gravidez ectópica. Isto pode ser feito efectuando um interrogatório à paciente e fazendo os testes de gravidez à urina.

É igualmente importante excluir a possibilidade de apendicite. Se a dor estiver localizada no lado direito do abdómen, não se pode excluir a possibilidade de apendicite a não ser que a paciente já tenha sido operada ao apêndice.

Outros tipos de teste à urina podem revelar a presença de uma infecção bacteriana. As fitas de teste detectam em parte a presença de glóbulos brancos (teste aos leucócitos) e em parte a presença de nitritos, os quais são produzidos por certas bactérias. O teste de nitritos não é fiável, pois em 30% dos casos não revela a infecção.

Tratamento

A observação e o tratamento devem ser efectuados em colaboração com o médico. Escolha, em colaboração com o médico, qual o antibiótico a utilizar.

Prognóstico

As infecções abdominais não são perigosas, quando são ministrados os tratamentos adequados, mas podem tornar difícil engravidar.

O risco que se corre com as infecções abdominais é o de haver possibilidades de se confundir com casos em que existe mesmo uma gravidez ectópica ou uma apendicite.



Erysipela

A erysipela é uma infecção na pele, que é na maior parte dos casos, provocada pela bactéria streptococcus. A infecção começa numa ferida na pele, a qual fica infectada pela bactéria.

Sintomas

A área infectada estende-se ao longo da zona linfática. As glândulas linfáticas incham e doem. Ocorre febre e arrepios. No local da infecção, a pele fica vermelha, dói, quente, inchada e esticada. A fronteira entre a área infectada e a saudável fica bem visível com cores diferentes.

Tratamento

A observação e o tratamento devem ser efectuados em colaboração com o médico. Escolha, em colaboração com o médico, qual o antibiótico a utilizar.

Prognóstico

Se a infecção não for parada por antibióticos, existe o risco de se espalhar. Pode-se espalhar na forma de abcessos, sepsis, etc.



Abcessos

Os abcessos são infecções locais provocadas por bactérias staphylococcus ou streptococcus, as quais entram por arranhões ou pelas glândulas sebáceas na pele.

Sintomas

A inflamação inicia-se com uma pequena borbulha vermelha, dolorosa e quente. Esta borbulha aumenta e enche-se de pus. O conteúdo pode-se mover em relação à pele interior.

Tratamento
 

Comece o tratamento esvaziando, limpando e desinfectando a borbulha. Depois de consultar o médico, dê um antibiótico.

É necessário:

 

- Abertura de um abcesso ao pé de uma unha

Faça isto:

  1. Coloque as luvas.
  2. Limpe a pele no abcesso e em torno dele com gaze ensopada em chlorhexadine.
  3. Cubra a pele em torno do abcesso com gaze, para absorver a pus libertada.
  4. Com o bisturi, corte ao longo do comprimento, o abcesso.
  5. Use a tesoura e a pinça para retirar a pele morta do abcesso.
  6. Limpe a pus que foi libertada com gaze. Coloque a gaze contaminada no saco de plástico.
  7. Lave a ferida com água e sabão até ficar bem limpa. Passe finalmente, gaze embebida em chlorhexadine. Limpe a pele saudável com gaze limpa.
  8. Ponha um penso na ferida.

 

- Abra o abcesso. Em seguida usando pinças e tesoura, corte a pele morta do abcesso



HIV

O HIV é um vírus que ataca as células do sistema imunológico. Uma vez danificado a maior parte do sistema imunológico, o corpo deixa de poder defender-se contra infecções, e a infecção transforma-se em SIDA. A taxa de mortalidade da SIDA é de 100%.

O HIV transmite-se através de contactos sexuais entre homens, mulheres e entre homem e mulher. O risco de transmissão em relações anais é elevado. Em relações sexuais sem qualquer protecção com um indivíduo portador do HIV, as possibilidades de transmissão são de 1%. Os preservativos dão uma boa protecção.

O HIV pode ser transmitido pelo sangue. O risco é grande em transfusões de sangue e com produtos derivados do sangue. O risco de transmissão a partir do sangue derivado de um acidente é mínimo, o sangue contaminado terá que ultrapassar uma barreira muito eficaz, a pele. O risco de infecção pode ser mais reduzido se usar luvas de látex.

Sintomas

A infecção do HIV pode progredir sem mostrar qualquer sintoma. Alguns dos que são infectados terão febre, linfadenopatias e dores na garganta, e desses só alguns terão irritações cutâneas. Os anos seguintes passarão sem qualquer sintoma.

Três meses depois da infecção, os anticorpos HIV estarão presentes em 95% dos infectados.

A SIDA aparece em regra (média) 8 a 10 anos depois da infecção. Em adição ao cansaço, febre, perda de peso e suores nocturnos, poderão aparecer sintomas de qualquer órgão.

Prevenção

A prevenção é a única forma de evitar a doença. É portanto importante, que a bordo dos barcos, todos estejam alertados para o risco de não praticar sexo seguro.



Hepatite A

Existem muitos vírus que podem provocar a hepatite e até hoje foram identificados cinco, que são chamados pelas letras de A a E. Em seguida são descritas as hepatites A e B.

A hepatite A é transmitida a partir das fezes para a água e alimentos. Em países pobres, o risco de haver infecções é pequena pois os habitantes locais estão infectados com uma forma de hepatite moderada desde a infância, encontrando-se portanto imunes. Os viajantes de outros países com padrões de higiene mais elevados, correm riscos mais elevados de contraírem a doença e ficarem gravemente afectados. O período de incubação desta doença varia de 3 a 5 semanas.

Existe uma vacina efectiva contra a hepatite A.

Sintomas

Poderão haver sintomas iniciais, tais como vários dias de diarreias e febre, mas a doença é reconhecida quando o branco dos olhos e a pele se tornam amarelos. O paciente pode ficar ligeiramente ou gravemente doente, muitas vezes com falta de apetite e uma grave letargia.

Tratamento

Peça conselhos ao médico. Como regra, o paciente deve permanecer na cama e evitar esforços físicos. A dieta deve conter muito açúcar e pouca gordura.

Prognóstico

Em regra, o paciente ficará muito cansado durante alguns meses, mas recuperará totalmente.



Hepatite B

A doença pode ser transmitida sexualmente, mas a principal forma de contágio é através do sangue. A transmissão através do sangue pode ocorrer através de transfusões, através do contacto com sangue de uma pessoa infectada, através da picada de uma seringa infectada, furar uma orelha, acupunctura, etc. O tempo de incubação desta doença é de alguns meses. Existe uma vacina efectiva contra a hepatite B.

Sintomas

Os sintomas são os mesmos que os da hepatite A. A letargia dura meses.

Tratamento

Veja hepatite A.

Prognóstico

Normalmente a doença provoca muitos estragos no fígado e em 5% dos casos pode tornar-se uma doença crónica.